sábado, 25 de maio de 2013

Capítulo 3


                                (...)

-Pai? - Olhei aflita.

-Olá querida - Depositou um beijo na minha testa.

-Quando você veio? - Perguntei sem me mexer.

-Olha como você cresceu. - Falou me analisando. - Esta linda. -Sorri irônica.

-Eu te falei que ela estava bem Edward. - Minha mãe falou.

-É, falou, mas eu quis ver com os meus próprios olhos Bell. - Falou sorrindo e saindo do quarto.

Era impressão minha ou eles estavam brigados, "Edward, Bell" alguém pode me explicar oque esta havendo? Será que ela descobriu? Ai meu deus.



Rússia- 07: 00hrs Da Manhã


                                   "pinn pinn"         "pinn pinn"

-Ah só mais 5 minutinhos. - Falei sonolenta tentando alcançar o alarme. - Ai!

Sim eu cai da cama, e o despertador ainda cai na minha cabeça, sentei no chão e fui levantando lentamente com a mão na cabeça "que droga" pensei.
 Consegui tomar meu banho e me troquei peguei minha mochila coloquei a nas costas e fui andando até o refeitório.

-Melody? - Disse Luke me fazendo parar.

-Oi. - Falei com a mão na cabeça "como isso dói".

-Onde você ta indo? As aulas só começam daqui à uma hora! - Disse ele agora andando junto comigo.

-To indo pegar gelo. - Falei desanimada e Luke me olhou com uma cara confusa. - Eu cai da cama.

-Você caio da cama? - Disse ele soltando um risinho.

-É eu cai sim da cama, agora para de rir de mim. - Falei batendo de leve nele.  - Ai! - toquei novamente em minha cabeça.

Pegamos um pouco de gelo e depois fomos até a enfermaria, ela me deu um remédio de dor de cabeça e disse que era pra eu não ir para a escola hoje, e que devia continuar com gelo sobre a cabeça.

-Acho que agora podemos tomar café. - falei dando um sorriso fraco.

Pegamos algumas coisas no refeitório e tomamos nosso café, Luke e eu voltamos para os dormitórios, ele foi pegar sua mochila e eu fiquei em meu quarto olhando pro nada, sentei no mini sofá e peguei o porta retrato de meus pais, fiquei o observando até que sinto alguém sentar ao meu lado.

-Sente saudades? - perguntou Luke.

-Não muita. - Coloquei o porta retrato no lugar e me voltei para ele.

-Obrigado por ter me acompanhado na enfermaria, por ter pegado o gelo... - Disse com sorriso fraco.

-Se você quiser eu fico aqui contigo. - disse ele.

-Você não pode perder o primeiro dia de aula por mim! - Falei.

-Eu não me importo. -Disse ele.

-Mas eu sim! Então é não, você vai assistir às aulas e ponto final. - Falei.

- Ta bom mamãe. - Disse ele me fazendo sorrir.

~sinal~

-Até mais tarde, se cuida! - Disse ele após beijar minha testa.

-Até. - falei sorrindo após ele ter fechado a porta.



Canada - 21:00hrs Da noite.


“Bem, depois daquela cena esquisita dos meus pais logo à tarde, meu pai decidiu fazer um daqueles antigos ‘pai e filha’ que fazíamos quando eu tinha 10 anos. Sabe, quando somos crianças as coisas funcionam melhor. Fomos ao shopping, e como sempre acabamos brigando, dessa vez o motivo foi à atenção que ele finge me dar. Sim, meu pai sempre acaba com minha vida, é por isso que eu o odeio, sinceramente, preferia não ter pai! Xoxo”.

Eu estava no banho quando desligo o chuveiro ouço minha mãe gritando que era para eu ir jantar. Como de costume eu fiquei de shorts e sutiã, não me ache estranha, é costume.

-Esta cheirando a nachos, hmm - Já citei que eu sou loucamente apaixonada por nachos?

-Surpresa. - Minha mãe falou passando com a bandeja.

-Quando é mesmo que você vai? - Perguntei passando o nacho no molho e o levando a boca.

-Daqui... - Olhou para o relógio. - Uma hora. Porque senhorita, esta querendo se livrar de mim tão rápido assim? - Perguntou rindo.

-Talvez - Dei de ombro me sentando, minha mãe me lançou um olhar de "conta" e eu não pude deixar de rir.

-Hm, me deixa adivinhar, você quer que eu traga alguma coisa de Paris ? - Chutou.

-Pode ser.

-Esteja à vontade. - Ouvi a voz do meu pai.

-Obrigado. - Respondeu alguém.

-Quem esta ai? - Perguntei em um sussurro para minha mãe.

-Ah é o...

-Mas oque é isso Lexi Carter? - Meu pai gritou.

Eu só pude me virar para sua direção é ver ele e um suposto empresário. Virei-me para minha mãe e a vi me olhar aflita. Eu acho que eu fiquei um bom tempo naquela posição até descobrir do porque meu pai chamou minha atenção.

-Oh, me desculpe se eu não estou com o traje para a ocasião. - Brinquei sem humor.

-Onde você estava com a cabeça para vestir aquele traje de puta? - Meu pai entrou empurrando a porta do meu quarto.

-Puta? É isso que você acha de mim? - Perguntei me levantando da cama.

-Puta, vadia, ou sei lá como vocês chamam hoje em dia.

-Como?

-Eu sabia que não era uma boa ideia de deixar com a tua mãe, você viu em que você se tornou? Uma vadia, uma vândala! - Eu o olhei sem entender. - Tu achas que eu não fiquei sabendo das tuas "obras de arte”? - Ele tirou um envelope do paletó é jogou.

-Oque é isso? - Me agachei para pegar.

-É o teu servicinho, que aproposito gostou 2.000 dólares para limpar é você não ser mandada para um orfanato. Porque se se depende ta tua mãe você já estaria lá, você se tornou essa puta que sai pichando casas alheias, que usa roupas intimas na frente de desconhecidos, que se mete em brigas, bebe é usa drogas, por causa dela. Você é uma decepção para mim Lexi...

-Isso, jogue tudo na minha cara, mas depois não reclame quando a mamãe descobri a verdade. Você nem sabe da minha vida há anos e acha que pode voltar é atacar tudo na minha cara? - Falei fazendo gestos. - E puta é aquela vadia com quem você traia minha mãe...

Eu parei por um momento é olhei para a porta onde minha mãe saio correndo chorando.

-Arrume suas malas agora. - Meu pai ordenou.

-Já vai me mandar para a tia Lice? - perguntei em um tom brincalhão. -Isso, vai lá, quero ver o poderoso chefão Edward Carter assumir teus erros agora. - Gritei.


Em seguida senti um lado de o meu rosto arder. Sim, ele avia me batido.

-Arrume suas malas! -Falou já roco.

                                                               (...)


Rússia- 15:00hrs Da tarde.


Depois de algumas horas dentro do quarto resolvi tomar um ar. Fiquei andando pelo campus até esbarrar em alguma coisa, ou melhor, em alguma pessoa.

- Ai desculpa! - falei ajudando uma garota Morena a pegar seus cadernos do chão.

-Não foi nada. - Disse ela.

-Sério me desculpa eu não ti vi... - Falei após levantar do chão com seus cadernos.

-Tudo bem, acontece. - Disse ela sorrindo. - Me chamo Patrícia!

-Melody! - Falei retribuindo o sorriso.

- Você esta carregando muitos livros, quer ajuda? - perguntei.

- Se não for incomodo. - Disse ela.

- Mas me diz, pra que tantos livros? - falei.

-Isso é o que da ficar um pouco na biblioteca, a Sra. Marta me pediu para trazê-los até a sala do Professor Alan. - Disse ela.

-Ah.

Logo chegamos à sala do professor Alan, colocamos todos os livros lá. Patrícia se despediu e foi para os dormitórios disse que tinha coisas para fazer. E eu continuei a andar pelo campus que por sinal parecia um formigueiro de tanta gente.

Minha cabeça já não doía mais, e pelo jeito as aulas de hoje aviam acabado. Acho que agora os alunos/internos ficavam fazendo atividades ou sei lá.

Entrei no prédio onde tinha várias salas com clubes seja de cozinha, jardinagem, robótica, física entre outros.   
Por incrível que pareça  tinha até clube para caminhada/corrida, resolvi entrar nele. Quando morava na Austrália todas as manhãs eu corria pelas ruas, era uma coisa que sempre me ajudava esquecer meus problemas e também me ajudava a me sentir livre.

Inscrevi-me no clube...

- Bem vinda! - disse um garoto moreno, alto e com olhos verdes. - Sou o representante desse grupo me chamo Taylor.

-Melody e obrigado! - falei dando um sorriso fraco.

- Alô? - Disse ele atendendo ao telefone. - Ok!

- Eu tenho que ir. - Disse ele após fechar o celular. - As 17:00hrs nós vamos sair para correr se quiser ir conosco nós encontre em frente o refeitório.

Nem tive chance de responder, pois ele já tinha ido embora.

 (...)

Fui ao encontro de Taylor. Depois de muito pensar resolvi ir caminhar aquilo me faria bem.

-Você veio! - Disse Taylor sorrindo, vindo até minha direção e colocando o braço em minha volta. - Essa aqui é a nossa mais nova sócia, Melody!

- Oi! - Falei sorrindo. Nós éramos em 6 pessoas, três pessoas eram russas, duas eram americanas e uma brasileira que por sinal era namorada do Taylor.
Nós tínhamos permissão de correr dentro e fora da escola, saímos daquele internato e começamos a correr, Taylor foi à frente cinco foram logo atrás deles e a menina brasileira e eu ficamos atrás.

O Grupo não corria tão rápido hoje estávamos apenas dando uma volta só que não andando e nem correndo, na verdade meio a meio. Depois de alguns segundos a garota brasileira, Taylor e o grupo foram andando mais rápidos do que eu que acabei ficando totalmente por ultimo. Comecei a correr não tão rápido depois fui acelerando até que estava ao lado de Taylor que estava com um sorriso no rosto.

-Bem vinda ao grupo! -disse a garota brasileira que só mais tarde descobri que se chamava Beatrice.

Após ela ter me dito isso sai correndo mais ainda fechei os olhos e pude sentir a melhor sensação do mundo que era correr, o vento vinha em seu rosto como se se estive lhe acariciando, não pude deixar de sorrir e de me sentir livre e mais leve, naquele momento os problemas sumiram de minha cabeça.

Uma hora e meia acabamos a corrida me despedi de todos e voltei para meu dormitório/quarto.
Tomei um banho bem relaxante e gelado, lavei meus cabelos me enrolei na toalha, coloquei meu short favorito e uma blusa de moletom, sequei meu cabelo o ajeitei e fui até o quarto de Luke.

- Hei! - Falei abraçando Luke que estava sentado em uma cadeira em frente ao computador.

-Oi! - Disse ele girando na cadeira e selando nossos lábios.

- O que você ta fazendo? - perguntei.

- Nada de mais.

- Hm sei. - Falei. - Bom vim só vim mesmo ti ver.

- Já vai? - Disse ele.

- É que to no final de um livro e to doida pra acabar! - Falei sorrindo.

- Ah fica só mais um pouquinho!- Luke trançou suas mãos em minhas cinturas e foi me puxando pra perto dele e selou nossos lábios e logo começou beijo.

-Acho que o livro pode esperar mais um pouco! - disse sorrindo.

 Luke se levantou ainda me beijando e foi me guiando para trás, em constei na em uma coisa dura onde assimilei que seria a porta  finalizei o beijo com selinhos.

- Tenho que ir! - Falei sorrindo feat mordendo meus lábios. - Te vejo amanhã

Selei nossos lábios novamente e voltei para meu quarto. Peguei meu livro e me joguei na cama e comecei minha leitura.


 (...)


 Aeroporto Canadá – 00:00hrs Da noite


"Atenção, ultima chamada para o voo 171 destino Rússia.”

-Mundo idiota- Reclamei antes de ir em direção a fila.

Depois do tapa que aquele desgraçado que eu já não chamo mais de pai me deu , eu fiz minhas malas e adivinhem para onde eu estou indo ? Para um internato , yup ...

Minha mãe provavelmente vai se divorciar do Edward, e eu estou muito feliz que ela tenha ouvido há anos aquilo esta entalado na minha garganta já implorando para sair.

E não, eu não despedi da minha mãe, com que cara eu iria olhar para ela? Provavelmente ela iria me espancar... “Fechei o diário cansada e me acomodei na cadeira.”

- Idiota! - Falei quando senti alguém derramar água em cima de mim.

-Desculpe. - Pediu.

-Argh. - Reclamei me levantando.

-Cuidado. - Falou me segurando para não cair.

-Não preciso. - Falei me soltando e indo para o banheiro.

-Nervosinha - Falou em um tom brincalhão.

-Eu ouvi- Falei de costas e ouvi risos.

Tirei o casaco e o pendurei me apoiei por alguns minutos na pia e fiquei me encarando no espelho.

"Carraca como eu engordei" coloquei a mão na barriga. "Será que eu sou tão péssima assim?" me encarei novamente e percebi minha palidez. "Ual, preciso pegar sol".

Peguei meu casaco e sai de lá.

-Hei, esse é meu lugar. - Falei estalando os dedos no rosto do sujeito.

-E ae, secou o casaco? - Falou passando para o outro banco.

-Não, você que o seque - Ataquei nele.

-Essa tem atitude. - Falou segurando o casaco. - Ronny. - Se apresentou.

-Lexi - Apertei sua mão.

Passaram-se longas horas até o avião finalmente pousar. Nesse longo tempo, eu tive aulas de: "como se comportar em um internato”. Ele me contou que já passou por muitos internatos até ser expulso deles, e a proposito, passou pelo qual eu estava indo agora, e por incrível que pareça o encaminharam para lá de novo.

“Eu fiquei surpreendida quando vi que alguém nós esperava com uma plaquinha que dizia”. “Carter &. Cupper- Internato”.

-Olhe desafiador para ela- Falou me cutucando. - É já agora, é nossa expectora. Ela me adora- Falou brincando me fazendo rir.

-Hola, que tal Celita? -Falou com sotaque espanhol abrindo os braços me fazendo rir.

-Larga de tolices e entrem no carro. - Deu as costas e jogou a placa fora.

-Também senti saudades. - Provocou colocando os braços envoltos do meu pescoço se dirigindo para o carro.

                                                         (...)


Depois de algumas horas sentada e observando os lugares por onde passávamos , finalmente o carro parou.

-Bem vinda ao inferno. - Ronny abriu a porta para mim.

Admito que fiquei sem reação, não sai do carro e nem fechei a porta , apenas fiquei observando.

-Na onde eu vim parar? - Falei para mim mesma.

-Vamos entrando agora. - Celita falou.

Estávamos parados na frente de um balcão negro, Ronny conversava com a moça em russo, pareciam íntimos, oque me fez pensar que já tiveram um caso. Ri com meus pensamentos e sai andando.

Tudo parecia estranho, não sei se era porque eu estava em outro país, ou em um internato.

Eu sai do corredor e fui parar em um campo verde , onde o sol já se desaparecia , indicando o fim da tarde. Eu observei varias pessoas lá , lendo , estudando , sorrindo , jogando futebol, e a única coisa que eu me perguntava era: como ainda conseguem sorrir?

-Cuidado. - Ouvi alguém gritando, e em seguida eu estava no chão.

-Ai... -Reclamei com as mãos na cabeça.

-Calma, eu te ajudo. - Um menino moreno de olhos claros me estendeu a mão.

-Não preciso, estou bem. - Falei.

- Eu faço questão. - Falou e eu cedi.

-Você não é bom. - Me referi ao futebol.

-Falei para ter cuidado.

- Isso foi depois de ter mirado em mim.

-Eu não mirei em você.

-Oque indica que você é ruim. - Provoquei-o e o vi me encarando.

-Olha quem esta me dando aulinhas de futebol, uma menina. - Rio em humor.

-Uma menina que sabe jogar melhor que você. - Ele me encarou.

-Quero ver, te desafio a uma partida, agora, - Falou sorrindo de canto.

-Lexi? - Ouvi a voz de Ronny. - Vejo que já conheceu o mariquinha. - Falou serio.

-Olha só quem voltou. - O rapaz o encarou.

-A qualé bro. - Riram e se abraçaram.

-Essa é minha amiga, canadense. -Apontou para mim. - Lexi esse é meu amigo Austin.

-Já nos conhecemos - Falou.

-É- Falei sem humor.

-Então, sim ou esta com medinho? - Me olhou desafiador.

-Eu? Medo de meninos? A fala sério. - Debochei.

-Cara, não se meta com a ferra. - Ronny falou rindo. - Bem , seja lá oque for , tem que ficar para amanhã, porque eu e ela temos casos a tratar. - Falou piscando e me puxando.

-Ei, ei, a deixe falar. - Austin se pós na nossa frente.

-Agora não. - Falou pausadamente o tirando da frente.

Andamos em silencio até chagar em um corredor cheio de portas.

-Aprecie - Ele jogou a chave no ar.

-Idiota. - Reclamei destrancando a porta.

 Melody’s Pov:.

Estava super concentrada lendo quando ouço um barulho, olho em volta e vejo uma menina loira jogando sua mochila na outra cama, voltei a ler meu livro, espera ai, uma menina?

- Perai quem é você? E oque você esta fazendo no meu quarto? - perguntei confusa.


-Eu que me pergunto quem é você? E oque você ta fazendo no meu quarto? -disse ela dando ênfase em você e em meu.


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