sábado, 25 de maio de 2013

Capítulo 3


                                (...)

-Pai? - Olhei aflita.

-Olá querida - Depositou um beijo na minha testa.

-Quando você veio? - Perguntei sem me mexer.

-Olha como você cresceu. - Falou me analisando. - Esta linda. -Sorri irônica.

-Eu te falei que ela estava bem Edward. - Minha mãe falou.

-É, falou, mas eu quis ver com os meus próprios olhos Bell. - Falou sorrindo e saindo do quarto.

Era impressão minha ou eles estavam brigados, "Edward, Bell" alguém pode me explicar oque esta havendo? Será que ela descobriu? Ai meu deus.



Rússia- 07: 00hrs Da Manhã


                                   "pinn pinn"         "pinn pinn"

-Ah só mais 5 minutinhos. - Falei sonolenta tentando alcançar o alarme. - Ai!

Sim eu cai da cama, e o despertador ainda cai na minha cabeça, sentei no chão e fui levantando lentamente com a mão na cabeça "que droga" pensei.
 Consegui tomar meu banho e me troquei peguei minha mochila coloquei a nas costas e fui andando até o refeitório.

-Melody? - Disse Luke me fazendo parar.

-Oi. - Falei com a mão na cabeça "como isso dói".

-Onde você ta indo? As aulas só começam daqui à uma hora! - Disse ele agora andando junto comigo.

-To indo pegar gelo. - Falei desanimada e Luke me olhou com uma cara confusa. - Eu cai da cama.

-Você caio da cama? - Disse ele soltando um risinho.

-É eu cai sim da cama, agora para de rir de mim. - Falei batendo de leve nele.  - Ai! - toquei novamente em minha cabeça.

Pegamos um pouco de gelo e depois fomos até a enfermaria, ela me deu um remédio de dor de cabeça e disse que era pra eu não ir para a escola hoje, e que devia continuar com gelo sobre a cabeça.

-Acho que agora podemos tomar café. - falei dando um sorriso fraco.

Pegamos algumas coisas no refeitório e tomamos nosso café, Luke e eu voltamos para os dormitórios, ele foi pegar sua mochila e eu fiquei em meu quarto olhando pro nada, sentei no mini sofá e peguei o porta retrato de meus pais, fiquei o observando até que sinto alguém sentar ao meu lado.

-Sente saudades? - perguntou Luke.

-Não muita. - Coloquei o porta retrato no lugar e me voltei para ele.

-Obrigado por ter me acompanhado na enfermaria, por ter pegado o gelo... - Disse com sorriso fraco.

-Se você quiser eu fico aqui contigo. - disse ele.

-Você não pode perder o primeiro dia de aula por mim! - Falei.

-Eu não me importo. -Disse ele.

-Mas eu sim! Então é não, você vai assistir às aulas e ponto final. - Falei.

- Ta bom mamãe. - Disse ele me fazendo sorrir.

~sinal~

-Até mais tarde, se cuida! - Disse ele após beijar minha testa.

-Até. - falei sorrindo após ele ter fechado a porta.



Canada - 21:00hrs Da noite.


“Bem, depois daquela cena esquisita dos meus pais logo à tarde, meu pai decidiu fazer um daqueles antigos ‘pai e filha’ que fazíamos quando eu tinha 10 anos. Sabe, quando somos crianças as coisas funcionam melhor. Fomos ao shopping, e como sempre acabamos brigando, dessa vez o motivo foi à atenção que ele finge me dar. Sim, meu pai sempre acaba com minha vida, é por isso que eu o odeio, sinceramente, preferia não ter pai! Xoxo”.

Eu estava no banho quando desligo o chuveiro ouço minha mãe gritando que era para eu ir jantar. Como de costume eu fiquei de shorts e sutiã, não me ache estranha, é costume.

-Esta cheirando a nachos, hmm - Já citei que eu sou loucamente apaixonada por nachos?

-Surpresa. - Minha mãe falou passando com a bandeja.

-Quando é mesmo que você vai? - Perguntei passando o nacho no molho e o levando a boca.

-Daqui... - Olhou para o relógio. - Uma hora. Porque senhorita, esta querendo se livrar de mim tão rápido assim? - Perguntou rindo.

-Talvez - Dei de ombro me sentando, minha mãe me lançou um olhar de "conta" e eu não pude deixar de rir.

-Hm, me deixa adivinhar, você quer que eu traga alguma coisa de Paris ? - Chutou.

-Pode ser.

-Esteja à vontade. - Ouvi a voz do meu pai.

-Obrigado. - Respondeu alguém.

-Quem esta ai? - Perguntei em um sussurro para minha mãe.

-Ah é o...

-Mas oque é isso Lexi Carter? - Meu pai gritou.

Eu só pude me virar para sua direção é ver ele e um suposto empresário. Virei-me para minha mãe e a vi me olhar aflita. Eu acho que eu fiquei um bom tempo naquela posição até descobrir do porque meu pai chamou minha atenção.

-Oh, me desculpe se eu não estou com o traje para a ocasião. - Brinquei sem humor.

-Onde você estava com a cabeça para vestir aquele traje de puta? - Meu pai entrou empurrando a porta do meu quarto.

-Puta? É isso que você acha de mim? - Perguntei me levantando da cama.

-Puta, vadia, ou sei lá como vocês chamam hoje em dia.

-Como?

-Eu sabia que não era uma boa ideia de deixar com a tua mãe, você viu em que você se tornou? Uma vadia, uma vândala! - Eu o olhei sem entender. - Tu achas que eu não fiquei sabendo das tuas "obras de arte”? - Ele tirou um envelope do paletó é jogou.

-Oque é isso? - Me agachei para pegar.

-É o teu servicinho, que aproposito gostou 2.000 dólares para limpar é você não ser mandada para um orfanato. Porque se se depende ta tua mãe você já estaria lá, você se tornou essa puta que sai pichando casas alheias, que usa roupas intimas na frente de desconhecidos, que se mete em brigas, bebe é usa drogas, por causa dela. Você é uma decepção para mim Lexi...

-Isso, jogue tudo na minha cara, mas depois não reclame quando a mamãe descobri a verdade. Você nem sabe da minha vida há anos e acha que pode voltar é atacar tudo na minha cara? - Falei fazendo gestos. - E puta é aquela vadia com quem você traia minha mãe...

Eu parei por um momento é olhei para a porta onde minha mãe saio correndo chorando.

-Arrume suas malas agora. - Meu pai ordenou.

-Já vai me mandar para a tia Lice? - perguntei em um tom brincalhão. -Isso, vai lá, quero ver o poderoso chefão Edward Carter assumir teus erros agora. - Gritei.


Em seguida senti um lado de o meu rosto arder. Sim, ele avia me batido.

-Arrume suas malas! -Falou já roco.

                                                               (...)


Rússia- 15:00hrs Da tarde.


Depois de algumas horas dentro do quarto resolvi tomar um ar. Fiquei andando pelo campus até esbarrar em alguma coisa, ou melhor, em alguma pessoa.

- Ai desculpa! - falei ajudando uma garota Morena a pegar seus cadernos do chão.

-Não foi nada. - Disse ela.

-Sério me desculpa eu não ti vi... - Falei após levantar do chão com seus cadernos.

-Tudo bem, acontece. - Disse ela sorrindo. - Me chamo Patrícia!

-Melody! - Falei retribuindo o sorriso.

- Você esta carregando muitos livros, quer ajuda? - perguntei.

- Se não for incomodo. - Disse ela.

- Mas me diz, pra que tantos livros? - falei.

-Isso é o que da ficar um pouco na biblioteca, a Sra. Marta me pediu para trazê-los até a sala do Professor Alan. - Disse ela.

-Ah.

Logo chegamos à sala do professor Alan, colocamos todos os livros lá. Patrícia se despediu e foi para os dormitórios disse que tinha coisas para fazer. E eu continuei a andar pelo campus que por sinal parecia um formigueiro de tanta gente.

Minha cabeça já não doía mais, e pelo jeito as aulas de hoje aviam acabado. Acho que agora os alunos/internos ficavam fazendo atividades ou sei lá.

Entrei no prédio onde tinha várias salas com clubes seja de cozinha, jardinagem, robótica, física entre outros.   
Por incrível que pareça  tinha até clube para caminhada/corrida, resolvi entrar nele. Quando morava na Austrália todas as manhãs eu corria pelas ruas, era uma coisa que sempre me ajudava esquecer meus problemas e também me ajudava a me sentir livre.

Inscrevi-me no clube...

- Bem vinda! - disse um garoto moreno, alto e com olhos verdes. - Sou o representante desse grupo me chamo Taylor.

-Melody e obrigado! - falei dando um sorriso fraco.

- Alô? - Disse ele atendendo ao telefone. - Ok!

- Eu tenho que ir. - Disse ele após fechar o celular. - As 17:00hrs nós vamos sair para correr se quiser ir conosco nós encontre em frente o refeitório.

Nem tive chance de responder, pois ele já tinha ido embora.

 (...)

Fui ao encontro de Taylor. Depois de muito pensar resolvi ir caminhar aquilo me faria bem.

-Você veio! - Disse Taylor sorrindo, vindo até minha direção e colocando o braço em minha volta. - Essa aqui é a nossa mais nova sócia, Melody!

- Oi! - Falei sorrindo. Nós éramos em 6 pessoas, três pessoas eram russas, duas eram americanas e uma brasileira que por sinal era namorada do Taylor.
Nós tínhamos permissão de correr dentro e fora da escola, saímos daquele internato e começamos a correr, Taylor foi à frente cinco foram logo atrás deles e a menina brasileira e eu ficamos atrás.

O Grupo não corria tão rápido hoje estávamos apenas dando uma volta só que não andando e nem correndo, na verdade meio a meio. Depois de alguns segundos a garota brasileira, Taylor e o grupo foram andando mais rápidos do que eu que acabei ficando totalmente por ultimo. Comecei a correr não tão rápido depois fui acelerando até que estava ao lado de Taylor que estava com um sorriso no rosto.

-Bem vinda ao grupo! -disse a garota brasileira que só mais tarde descobri que se chamava Beatrice.

Após ela ter me dito isso sai correndo mais ainda fechei os olhos e pude sentir a melhor sensação do mundo que era correr, o vento vinha em seu rosto como se se estive lhe acariciando, não pude deixar de sorrir e de me sentir livre e mais leve, naquele momento os problemas sumiram de minha cabeça.

Uma hora e meia acabamos a corrida me despedi de todos e voltei para meu dormitório/quarto.
Tomei um banho bem relaxante e gelado, lavei meus cabelos me enrolei na toalha, coloquei meu short favorito e uma blusa de moletom, sequei meu cabelo o ajeitei e fui até o quarto de Luke.

- Hei! - Falei abraçando Luke que estava sentado em uma cadeira em frente ao computador.

-Oi! - Disse ele girando na cadeira e selando nossos lábios.

- O que você ta fazendo? - perguntei.

- Nada de mais.

- Hm sei. - Falei. - Bom vim só vim mesmo ti ver.

- Já vai? - Disse ele.

- É que to no final de um livro e to doida pra acabar! - Falei sorrindo.

- Ah fica só mais um pouquinho!- Luke trançou suas mãos em minhas cinturas e foi me puxando pra perto dele e selou nossos lábios e logo começou beijo.

-Acho que o livro pode esperar mais um pouco! - disse sorrindo.

 Luke se levantou ainda me beijando e foi me guiando para trás, em constei na em uma coisa dura onde assimilei que seria a porta  finalizei o beijo com selinhos.

- Tenho que ir! - Falei sorrindo feat mordendo meus lábios. - Te vejo amanhã

Selei nossos lábios novamente e voltei para meu quarto. Peguei meu livro e me joguei na cama e comecei minha leitura.


 (...)


 Aeroporto Canadá – 00:00hrs Da noite


"Atenção, ultima chamada para o voo 171 destino Rússia.”

-Mundo idiota- Reclamei antes de ir em direção a fila.

Depois do tapa que aquele desgraçado que eu já não chamo mais de pai me deu , eu fiz minhas malas e adivinhem para onde eu estou indo ? Para um internato , yup ...

Minha mãe provavelmente vai se divorciar do Edward, e eu estou muito feliz que ela tenha ouvido há anos aquilo esta entalado na minha garganta já implorando para sair.

E não, eu não despedi da minha mãe, com que cara eu iria olhar para ela? Provavelmente ela iria me espancar... “Fechei o diário cansada e me acomodei na cadeira.”

- Idiota! - Falei quando senti alguém derramar água em cima de mim.

-Desculpe. - Pediu.

-Argh. - Reclamei me levantando.

-Cuidado. - Falou me segurando para não cair.

-Não preciso. - Falei me soltando e indo para o banheiro.

-Nervosinha - Falou em um tom brincalhão.

-Eu ouvi- Falei de costas e ouvi risos.

Tirei o casaco e o pendurei me apoiei por alguns minutos na pia e fiquei me encarando no espelho.

"Carraca como eu engordei" coloquei a mão na barriga. "Será que eu sou tão péssima assim?" me encarei novamente e percebi minha palidez. "Ual, preciso pegar sol".

Peguei meu casaco e sai de lá.

-Hei, esse é meu lugar. - Falei estalando os dedos no rosto do sujeito.

-E ae, secou o casaco? - Falou passando para o outro banco.

-Não, você que o seque - Ataquei nele.

-Essa tem atitude. - Falou segurando o casaco. - Ronny. - Se apresentou.

-Lexi - Apertei sua mão.

Passaram-se longas horas até o avião finalmente pousar. Nesse longo tempo, eu tive aulas de: "como se comportar em um internato”. Ele me contou que já passou por muitos internatos até ser expulso deles, e a proposito, passou pelo qual eu estava indo agora, e por incrível que pareça o encaminharam para lá de novo.

“Eu fiquei surpreendida quando vi que alguém nós esperava com uma plaquinha que dizia”. “Carter &. Cupper- Internato”.

-Olhe desafiador para ela- Falou me cutucando. - É já agora, é nossa expectora. Ela me adora- Falou brincando me fazendo rir.

-Hola, que tal Celita? -Falou com sotaque espanhol abrindo os braços me fazendo rir.

-Larga de tolices e entrem no carro. - Deu as costas e jogou a placa fora.

-Também senti saudades. - Provocou colocando os braços envoltos do meu pescoço se dirigindo para o carro.

                                                         (...)


Depois de algumas horas sentada e observando os lugares por onde passávamos , finalmente o carro parou.

-Bem vinda ao inferno. - Ronny abriu a porta para mim.

Admito que fiquei sem reação, não sai do carro e nem fechei a porta , apenas fiquei observando.

-Na onde eu vim parar? - Falei para mim mesma.

-Vamos entrando agora. - Celita falou.

Estávamos parados na frente de um balcão negro, Ronny conversava com a moça em russo, pareciam íntimos, oque me fez pensar que já tiveram um caso. Ri com meus pensamentos e sai andando.

Tudo parecia estranho, não sei se era porque eu estava em outro país, ou em um internato.

Eu sai do corredor e fui parar em um campo verde , onde o sol já se desaparecia , indicando o fim da tarde. Eu observei varias pessoas lá , lendo , estudando , sorrindo , jogando futebol, e a única coisa que eu me perguntava era: como ainda conseguem sorrir?

-Cuidado. - Ouvi alguém gritando, e em seguida eu estava no chão.

-Ai... -Reclamei com as mãos na cabeça.

-Calma, eu te ajudo. - Um menino moreno de olhos claros me estendeu a mão.

-Não preciso, estou bem. - Falei.

- Eu faço questão. - Falou e eu cedi.

-Você não é bom. - Me referi ao futebol.

-Falei para ter cuidado.

- Isso foi depois de ter mirado em mim.

-Eu não mirei em você.

-Oque indica que você é ruim. - Provoquei-o e o vi me encarando.

-Olha quem esta me dando aulinhas de futebol, uma menina. - Rio em humor.

-Uma menina que sabe jogar melhor que você. - Ele me encarou.

-Quero ver, te desafio a uma partida, agora, - Falou sorrindo de canto.

-Lexi? - Ouvi a voz de Ronny. - Vejo que já conheceu o mariquinha. - Falou serio.

-Olha só quem voltou. - O rapaz o encarou.

-A qualé bro. - Riram e se abraçaram.

-Essa é minha amiga, canadense. -Apontou para mim. - Lexi esse é meu amigo Austin.

-Já nos conhecemos - Falou.

-É- Falei sem humor.

-Então, sim ou esta com medinho? - Me olhou desafiador.

-Eu? Medo de meninos? A fala sério. - Debochei.

-Cara, não se meta com a ferra. - Ronny falou rindo. - Bem , seja lá oque for , tem que ficar para amanhã, porque eu e ela temos casos a tratar. - Falou piscando e me puxando.

-Ei, ei, a deixe falar. - Austin se pós na nossa frente.

-Agora não. - Falou pausadamente o tirando da frente.

Andamos em silencio até chagar em um corredor cheio de portas.

-Aprecie - Ele jogou a chave no ar.

-Idiota. - Reclamei destrancando a porta.

 Melody’s Pov:.

Estava super concentrada lendo quando ouço um barulho, olho em volta e vejo uma menina loira jogando sua mochila na outra cama, voltei a ler meu livro, espera ai, uma menina?

- Perai quem é você? E oque você esta fazendo no meu quarto? - perguntei confusa.


-Eu que me pergunto quem é você? E oque você ta fazendo no meu quarto? -disse ela dando ênfase em você e em meu.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Capítulo 2

Rússia- 19:00

Depois de quase um dia todo dentro de avião, lá estava eu esperando um táxi ao lado de Luke, depois de uns 5 minutos ele acho um sem passageiro e foi colocando nossas coisas dentro do carro junto com o motorista.

Nós meio que acabamos descobrindo que estávamos indo para o mesmo internato então não seria problema algum se nós fossemos juntos.
                            
                                                               (...)

Agora estávamos em frente aos grandes portões do internato, Luke abriu o mesmo estendendo a mão para que eu entrasse primeiro, respirei fundo...

-Seja oque Deus quiser! -Falei entrando provocando um riso de Luke.

Fomos até a secretária, pegamos algumas informações e o número do nosso quarto, por enquanto eu ainda não teria que dividir meu quarto, já o Luke. Subimos algumas escadas, Luke ficou no 2º Andar, me despedi dele e subi mais um lance de escadas até o 3º andar, meu quarto era um dos últimos no corredor.

Abri a porta e entrei depois fechando a mesma, coloquei as malas no chão e fiquei observando o quarto que por sinal era bem grande, o quarto era branco, tinha duas camas de solteiro cada uma de um lado do quarto em posições totalmente diferentes um ficava com a cabeceira encostada na parede e a outra ficava com a metade de um lado e a cabeceira encostada na parede. Ao lado das camas avia um criado mudo e também tinha aqueles mini sofá que pegava a janela que no caso também era grande e dava uma vista linda.

  O quarto ainda estava sem nenhuma decoração, tirando os móveis.  Peguei minha mala e a coloquei em cima da cama e tirei algumas peças de roupa e minha toalha. Fui andando em direção ao banheiro, me despi e comecei a tomar um banho bem relaxante, enrolei em minha toalha fui até o quarto troquei- me colocando uma roupa mais quente por causa do frio que fazia.

Ao som de Heart Attack da Demi comecei meu trabalho, tirei tudo da mala e deixei em cima da cama, fiquei dançando enquanto guardava todas as roupas, depois de uns 10 minutos todas as roupas estavam em seu devido lugar, agora só faltava decorar aquele quarto 
"toc toc"


-Entra! - Falei colocando porta retratos de meus pais, amigos e minhas no criado mudo e na janela. - Ah oi Luke!

-Sério que você vai ficar arrumando seu quarto agora? - Disse ele me encarando.

-Infelizmente não tenho nada melhor pra fazer, então oque me resta é arruma-lo. -Falei.

-Vem vamos dar uma volta! - Disse ele segurando minha mão e me levando para fora do quarto.

-Ei! - Falei tentando chamar sua atenção mais ele fingiu que não ouvi-o - Pra onde a gente vai ? -perguntei confusa enquanto ele segurava a minha mão e me guiava.

-Vamos conhecer o campus. - Disse ele.
                                                        
     (...)
Canadá - 05:30

"Putting my defenses up ,cause I don't wanna fall in love, if I ever did that, I think I'd have a heart attack (...) "

-Alô? - Atendi.

-Hei, Lexi.

-Caio? - perguntei confusa.

-Sim, sim. Olha... - Começou.

-Que putaria é essa? - Falei rindo dos gemidos de fundo.

-Minha irmã, af. - Reclamou.

-Meu deus. -Ri. - Mais enfim, qual é o motivo de me acordar essas horas?-Perguntei estressada.

-Preciso esfriar a cabeça, não dormi a noite inteira.

-Caio, não, nem pense nisso!

-Te encontro no parque mais próximo. - Falou e desligou na minha cara.

"Sem educação" Falei para mim mesma. Levantei-me apressada, corri para o banheiro é me vesti. Desci os degraus sem fazer barulho é sai pelos fundos.

-Porra Caio! - Falei é dei meia volta quando percebi que aquilo não era para resolver o problema dele, é sim uma cilada para mim conversar com o babaca do Nicolas.

-Não, espera Lexi. - Senti alguém me segurar.

-Não toque em mim! - Gritei nervosa.

       (...)

Rússia – 21:30

Depois de alguns minutos já estávamos fora do prédio onde ficavam os dormitórios, o campus era enorme. Nós tínhamos um prédio onde tínhamos as aulas, outro onde ficava a Biblioteca mais gigante que eu já vi todo livro que você procurasse tinha lá. Um prédio um pouco menor apenas de um andar onde ficava o refeitório e algumas lanchonetes.

-Da pra acreditar que amanhã já temos aula? -Disse Luke Reclamando e sentando- se no gramado que tinha ali.

- Pelo menos não temos que usar aqueles uniformes ridículos! - Falei sorrindo, e me sentando ao seu lado.

- Da pra acreditar que nós estamos na Rússia? - Disse ele.

-Nunca pensei que viria para cá. - Falei, olhando para o céu.

- Nem eu! - Disse ele.

- E tudo porque nossos pais acham que vamos ter uma educação melhor estando aqui. - Falei agora arrancando a grama.

- Pelo menos eu te conheci! - disse ele. Consegui sentir seu olhar sobre mim, levantei meu rosto e sorri.

-É pelo menos eu não estou sozinha, tenho você aqui comig...

                                                  ~sinal~

-Hora de entrar! - disse, enquanto ele se levantava. Estiquei as mãos para ele me ajudar a levantar, ele puxou-me tão forte que eu fiquei colada nele.

 Ele começou a olhar para meus lábios e eu paro os dele, era como se eles estivem pedindo: "Me beija! Me beija!".  E cá entre nós este pedido estava muito difícil de recusar, consegui sentir a sua respiração e não consegui me conter e o beijei, senti aqueles seus lábios macios oque me causou um pequeno choque, nosso beijo era calmo mais misturado com desejo, nossas respirações estavam ficando um pouco mais ofegantes.




- é melhor a gente entrar. - falei entre o beijo. Depois de alguns segundos paramos o beijo e ficamos nos olhando.

- Desculpa Melody, eu não devia ter te beijado e... - o interrompo.

- Primeiramente eu que te beijei. Segundo você queria, e eu também. Então não vejo motivo algum de pedir desculpas. - peguei sua mão. - Vem.

Fomos até os dormitórios ele me deixou em frente à porta de meu quarto e com um beijo de boa noite foi em direção ao seu.



Joguei-me em minha cama após colocar uma camisola e não pude deixar de pensar no Luke e em nosso beijo e principalmente em como ele beijava bem.

  
Canadá - 13:30


"A última coisa que eu poderia imaginar era que meu coração fosse bater mais forte quando te visse novamente."

“Toc toc”

-Que? - Falei sem animo.

-Abre a porta - Minha mãe ordenou.

-Para?

-Abre logo! - Falou brava.

Levantei-me sem pique algum, joguei meu diário debaixo da cama e me dirigi até a porta.

-Hã? - Resmunguei.

-Vou viajar para França para gravar alguns pedaços do meu novo filme...

-E?

-Teu pai vai vir passar essa semana com você. -Falou.

-OQUE? -Alterei a voz. -Não, ele não pode, ele é muito ocupado. Mãe me leve com você, por favor! - Fiz beiço.

-Filha, vou a trabalho.

-I dai? Você sempre quis que eu fosse uma de suas atrizes, que eu seguisse a mesma carreira que você, não foi? Então mãe, por favor.

-Não querida, temos outros planos para ti - Ouvi uma voz masculina ecoar pela minha cabeça e do nada me lembrei:

~Flashback on~

"'Argh, minha cabeça” reclamei pela milésima vez naquele segundo.

Eram 13:30 da tarde e eu estava deitada , também, quem vai ter coragem de levantar naquele frio Canadense?

-Filha, estou indo! - Minha mãe avisou.

-Ta, mas pare de gritar- Resmunguei colocando minhas mãos na cabeça.

-Eu não to gritando. - Falou entrando no quarto. - Meu deus Lexi, você esta queimando de febre, você esta bem?-Falou me tocando.

-To -Tossi- Não- Espirei. - Mãe da dinheiro que eu vou comprar remédio. - Estiquei a mão preguiçosa.

-Quer que eu vá? - Perguntou.

-Não, eu vou. - Falei me sentando na cama e calçando os sapatos.

"Cara, que frio é esse?" Me perguntei. Apertei o casaco contra mim enquanto andava.

   -Hei Lexi. - Me virei é dei de cara com Nick.

-Olá. - Falei selando nossos lábios.

-Na onde esta indo? - Perguntou andando junto comigo.

-Drogaria.

-Vou com você. - Falou e eu sorri.

-Lexi, aquele não é teu pai? - Ele me perguntou.

Olhei para onde ele apontava é minha única reação foi deixar meu queijo cair.

-Desgraçado! - Gritei e me dirigindo ao carro.

-Não, não cometa um erro Lexi. - Falou me segurando.

-Um erro atrapalhar ele traindo minha mãe Nick? - Perguntei nervosa. - Se ele pensa que ele pode fazer isso com ela, ele esta muito enganado..."