Capitulo 1 And the End
Canadá- 23h30min da noite
"A vida ultimamente tem sido
uma rotina, uma rotina cansativa, são as mesmas pessoas que carregam as suas
mesmas opiniões irrelevantes, são as mesmas críticas que me dão nojo, me canso
disso e chego a me perguntar ”Que porra de mundo é esse?” ainda não achei a
resposta definitiva para isso, apenas sei que quase tudo está errado lá fora,
no mundo, na minha vida, é uma bagunça que é impossível ter organização. É por
esse motivo que às vezes prefiro ficar em casa, no meu quarto, no silêncio, só
eu, só na companhia de um bom café quente, meus livros, ao som da minha música
preferida, isso basta.
Mas chego o momento em que
você tem que acordar e começar a mesma rotina enjoativa, ter que olhar no rosto
de pessoas que você simplesmente odeia,
e isso em todo lugar na rua, no trabalho, no colégio, e não tem como fugir
dessa rotina insuportável e é assim que tentamos levar a vida, com essa
rotina..."
-Lexi! - Ouço a voz da minha mãe ecoar meu nome pela
casa.
-Sim?- Retribuo com o mesmo tom.
-Precisamos conversar - Fala seria.
-Eu juro que eu não quebrei, desmontei , baguncei,
xinguei nem briguei com ninguém ! - Falei descendo as escadas.
-Hmm, é mesmo? - Ela me entrega uma carta.
-Oque é isso? - Pergunto assustada.
-Abra- Manda.
-Meu deus, desgraçada, lazarenta , vadia , filha da pu...
-Hey- Minha mãe me interrompe. -Minha filha esta virando
uma desequilibrada , meu deus.-
Diz colocando as mãos atras da cabeça.
-Mãe eu não sou nenhuma desequilibrada- Falo fazendo
aspas no ar.- Ela que esta sendo uma dramática me mandando essa intimação.
-Dramática? Você quebrou o nariz dela ! - Minha mãe fala
como se aquilo fosse um grande pecado ou uma novidade.
-"Manhêe" - chamo a atenção.
-Oque ela fez dessa vez Lexi?
-Bem...
~ Flashback
mode: on ~
"-Olá Caio -
Susan cumprimenta meu amigo com aquela voz irritante de sempre.
-Olá - Ele responde.
-Olha só quem voltou para cá- Faz pouco caso- Lexi, como
vai?
-Como se você importasse.
-Com você não mesmo, mas com aquele gostoso do Nicolas, é
claro!
"Ignora, ignora , ignora" Me influenciava para
não grudar na garganta daquela vadia.
-Ele já te contou das boas novas ou você quer que eu
conte?-Perguntou soltando uma risada estridente.
-Vai lá Susan, eu te dou esse privilégio. - Falei sem
animo esperando a "boa nova" dela.
-Sabe, eu, ele , solteiros , ferias , carência , quarto ,
minha cama... - Interrompi-la
-Como? - Falei indignada.
-Eu e ele... - começou, porém foi interrompida por uma
voz muito conhecida atrás de mim.
-Lexi não é isso que você esta pensando.. - Falou. Sim ,
senhoras e senhores, apresento o menino por qual eu me apaixonei, um completo
babaca e traidor: Nicolas Sparck.
-E agora deu de ler minha mente por acaso? - Falei
irônica.
Sai caminhando para a entrada dos corredores. Não , eu
não estava fugindo .Não, eu não esperava aquela traição justo da pessoa que eu
amei com todas as minhas forças. E não , eu não iria chorar.
-Lexi. - Ele gritou vindo em minha direção.
-Oque? -Falei irritada.
-Eu não...
- Sim, você transou com aquela vadia. -Confirmei oque ja
estava obvio.
Ficamos em silencio por alguns segundos. Se eu esperava
uma satisfação? Eu não tenho nenhuma certeza, porém tomei uma decisão bem obvia.
-Não venha atrás de mim nunca mais, eu te odeio! -
Empurrei-o e sai andando.
(...)
-Você ainda esta chateada Lexi? - Susan se fez de vitima.
-Cala sua boca cachorra. - Falei me levantando da
arquibancada.
Depois daquele teatrinho dos dois traidores no começo das
aulas eu dei graças a deus que eles não entraram nas primeiras 4 aulas, mais para
minha infelicidade as duas ultimas aulas era ginastica, e é meio obrigatória
participar.
E lá estava ela me enchendo as paciências. Eu ainda me
pergunto, qual é o prazer dela me vendo para baixo? Argh , como eu a odeio.
-Hey, cachorra é sua mãe querida.
-Nota número um: Nunca xingue minha mãe na minha frente !
- Falei me aproximando e depositando um soco em sua barriga. - Nota número
dois: nunca roube oque é meu - Falei chutando sua perna.- E nota numero três:
Não sou suas raparigas para você ficar cuspindo na minha cara, então faça o
favor de me respeitar vadia. - E por fim depositei um soco em seu nariz. (...)
"
~ Flashback
mode: off ~
Eu contei tudo a minha mãe e só a vi com o queixo caído.
-Lexi, você se meteu em briga por causa daquele moleque?
-Sim- Minha mãe se levantou. - Não - Minha mãe me
encarou. - Não mãe, eu só não a deixei
te xingar. - Expliquei.
-Filha, eu vou ligar para teu pai...
-NÃO! - gritei. - Por favor, não! - Corri e me ajoelhei
ao seu pé.
-Filha você se meteu em briga.
-E desde quando isso é novidade? - Perguntei seria.
-Desde quando você recebe intimação do juiz mandando
você se afastar dela, mandando você mudar de escola pela sétima vez em um ano.
- Caramba, minha mãe não pega folego não? . Ela estalou os dedos na minha frente.
-Lexi, você ouviu?
-Sim, sim, e que só... Você não vai me mandar para a Rússia
né mãe? Pelo amor de deus, fale que não! - Implorei.
-Vou conversar com seu pai.
-Argh! - Reclamei e sai batendo o pé.
Austrália
- 07h00min da Manhã.
-Aqui esta! - Disse à moça que trabalha atrás do balcão
no Starbucks, me entregando meu café.
-Ah Obrigado! - Falei dando play em minha música e
pegando o café.
Ainda era bem cedo acho que
umas 07:00hrs. A rua estava deserta, a temperatura ainda estava subindo e lá
estava eu andando pela rua a admirando pela ultima vez, eu estava me mudando
para Rússia, era uma espécie de presente dos meus pais. Eles querem que eu
tenha a melhor educação possível e o
primeiro passo para isso é me mudar para lá.
-Que bom que você chegou filha!
- Disse minha mãe sorrindo após colocar uma caixa no carro. - Você pode pegar
suas coisas e traze-las para cá?
Assenti.
Subi as escadas em direção
ao meu quarto, peguei minha mala e minha mochila onde eu levava as poucas
coisas que me faziam feliz dei uma ultima olhada em meu quarto e com um suspiro
fechei a porta, desci as escadas e coloquei as coisas no carro.
Fizemos chequim e ficamos uns 20 minutos esperando
chamarem meu voo. Despedi-me de meus pais, com a promessa de revê lós no verão.
Acomodei-me na poltrona,
coloquei meus fones, fechei os olhos e deixei a música me levar.
Pude sentir que alguém se
sentou na poltrona ao lado mais nem fiz questão de saber quem era. Depois de
alguns minutos fiquei com cede, chamei a aeromoça e pedi um pouco de água. Em
quanto ela não vinha fiquei olhando pela janela.
Logo ela trouxe a minha
água, mas como eu sentava na janela ela teve q pedir para a pessoa ao lado me
entregar a mesma. Foi ai, neste momento que eu percebi que a pessoa ao lado era
um "Deus grego": moreno e com olhos verdes e que parecia ter mais ou
menos a minha idade, ele me entregou minha água sorrindo.
-Obrigada! - Falei
retribuindo o sorriso.
Tomei minha água e voltei
para as minhas músicas ainda não acreditando no que tinha visto, agora ao som
de Dont you worry child fiquei sussurrando as letras da música e deixando ela
me levar, olhei para a janela e pude ver o sol começando a dar as caras.
Olhei para o lado e pude ver
o "Deus Grego" mexendo a boca como se estive falando comigo.
-Disse algo? - Falei tirando
um dos fones.
- Sim, será que você pode me
passar essa música? - Disse ele.
-Ah, claro. - Falei meio
confusa sorrindo.
-Obrigado! - diz ele.
-Não foi nada. - falei
sorrindo. - Melody!
-Oque? - diz ele confuso.
-Me chamo Melody.
-Expliquei.
-Luke. - Diz ele sorrindo.
-É um prazer te conhecer
Luke! - Falei em um tom brincalhão estendendo minha mão.
-O prazer é todo meu. -
Disse ele sorrindo apertando minha mão.
- Então, para onde você esta
indo? - perguntei.
-Um colégio interno na Rússia!
- Disse ele
.-Por incrível que pareça
também estou indo para um colégio interno na Rússia. - Falei.
Durante toda a viajem ficamos ali conversando, rindo ,
ouvindo músicas e nos conhecendo.
(...)
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